MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira
Terça-feira, 9 de março de 2010
Heródoto – Ethevaldo, que novidade você tem na área de microeletrônica, a dos chips mais avançados?
Ethevaldo – O que eu tenho hoje, Heródoto, não é, a rigor, uma novidade. É uma efeméride importante, pois há exatos 40 anos era inventado o microprocessador ou chip.
Heródoto – Como nasceu o primeiro microprocessador?
Ethevaldo – Em 1970, Ted Hoof e Robert Noyce, da Intel, inventaram o microprocessador, ou seja, a unidade de processamento central ou CPU dos computadores. O primeiro a ser comercializado, em 1971, foi o Intel 4004. Ao longo dos últimos 40 anos, vieram os chips 8080, 8086, o 286, 386, 486, cinco gerações de Pentium e, mais recentemente, os chips Intel Core Duo, Core Quad, Intel Core i5 e Intel Core i7, entre outros. É claro que outros fabricantes também produziram chips de sucesso, como a Motorola, com a série 68000, usada pelos primeiros computadores Macintosh, os microprocessadores de 64 bits da AMD e os da IBM-Toshiba, como o Cell Chip. A geração mais recente é a dos chips com múltiplos núcleos, que têm poder de processamento muito maior e funcionam com uma velocidade muito superior à dos mais velozes do passado.
Heródoto – E como têm evoluído os chips ou microprocessadores quanto ao número de componentes?
Ethevaldo – A evolução dos microprocessadores tem sido impressionante. A cada geração, em apenas 18 meses, dobra o número de componentes, especialmente o de transistores. Imagine, Heródoto, que os chips mais modernos podem abrigar até 10 bilhões de transistores, numa pastilha de silício de 4 centímetros quadrados.
Heródoto – Até amanhã.