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Colunas do Estadão 

A hora dos netbooks: levíssimos e funcionais

12 de abril de 2009

Eles são pequenos, funcionais, ultraportáteis e pesam entre 650 e 1.500 gramas (1,5 kg). Batizados com o nome de netbooks, esses mini PCs nasceram com uma aplicação prioritária: acessar a internet. Diversos modelos, no entanto, já fazem praticamente tudo que os laptops mais sofisticados fazem, desde as tarefas mais simples até as mais avançadas.

Por sua portabilidade, funcionalidade, variedade de modelos e novos recursos, eles despertam paixão e tornam-se verdadeiros objetos do desejo de milhões de usuários, especialmente entre jornalistas e executivos – que viajam com frequência e que trabalham nos lugares mais variados, como aviões, aeroportos, hotéis, em seminários ou congressos.

Os primeiros netbooks dignos desse nome foram lançados em 2007 pela Asus, empresa de Taiwan que já está no Brasil e começa a produzir dois modelos em Curitiba. Em seu conceito inicial, os netbooks davam prioridade ao acesso à internet, à simplicidade, ao baixo custo e ao peso. Mas, diante do sucesso dos primeiros modelos, os próprios usuários passaram a exigir a incorporação de recursos mais avançados – como o acesso à internet de alta velocidade via modem 3G, mais aplicativos, maior memória funcional.

Por seu sucesso inicial, os netbooks passaram a despertar o interesse de grandes fabricantes, como HP, Sony, Philips, Toshiba, Dell, LG e outros, com uma diversificação extraordinária de modelos concorrentes, dos mais simples aos mais avançados.

MINHA EXPERIÊNCIA
Como usuário que viaja com frequência, aderi há pouco mais de um ano a um notebook bastante compacto, de 1.300 gramas, um Sony Vaio, modelo VGN-FZ importado, bastante sofisticado, mas que não é um netbook típico. Dotado de um chip Intel Centrino 2, acesso à internet, modem 3G, memória de 2 gigabytes (GB), disco rígido de 100 GB, mas muito caro para os meus padrões (R$ 7.999). Além desses recursos, o fator decisivo de minha preferência foi o peso, de apenas 1,3 kg.

Usuário exigente e quase sempre insatisfeito, chego a conviver com duas plataformas de computadores, como Macintosh e PC Windows, para não apenas obter o melhor de dois mundo, mas, principalmente, para reduzir a maioria dos problemas que os computadores e sistemas operacionais nos causam. Com esse mesmo espírito, decidi experimentar o maior número netbooks, para conhecer melhor e, se possível, adaptar-me às novas condições que essas máquinas me impõem, seu potencial e suas limitações.

Minha queixa inicial é a desproporção entre minhas mãos e o teclado mini – o que é um problema insolúvel, a não ser que me acostume com os netbooks. É o que estou tentando. Pode parecer estranho, mas, para trabalhar com mais conforto com uma dessas máquinas no hotel, levo na mala um teclado de tamanho normal. Se pudesse levaria, também, um monitor de 19 ou 23 polegadas, pois o que me aborrece mais é o tamanho dos textos e das letras nos monitores de 8 ou 10 polegadas (de 20 a 25 centímetros de diagonal). Depois de uma semana de viagem, entretanto, sem outra opção, acabo me adaptando. Um dia, talvez, me acostumarei com os pequenos teclados e monitores desses minis.

O QUE HÁ NO MERCADO
O mercado nacional já oferece grande variedade de opções e modelos de netbooks, como os dois da linha Positivo: Mobo, por R$ 1.199, e White, a R$ 1,499; dois novos modelos da  Asus, o Eee PC 1000H (foto), por R$ 1.599, e o Eee 904HD, por R$ 1.499; o Dell Inspiron Mini 9, por R$ 1.699; o LG X110L, por R$ 1.899; o HP Mini, por R$ 1.999; os modelos Sony Vaio P530AQ, de R$ 3.894, e T150AN, R$ 10.999.

Há poucas semanas, venho utilizando em viagens um netbook que resolve praticamente meus problemas básicos do trabalho jornalístico. É o Asus Eee 1000H, modelo pioneiro, agora produzido no Brasil, com preço sugerido de R$ 1.599. Com microprocessador Atom da Intel, memória de 1 GB e armazenamento em SDD (drive de estado sólido) sem partes móveis, de 160 GB, com peso pouco superior a 1,4 kg e sistema operacional Windows XP, o Eee 1000 dá conta do recado. Minha alegria é que a bateria me assegura, realmente, 5 horas de trabalho. Com o peso de pouco mais de 1 quilo, é muito confortável para levá-lo numa viagem, dentro de uma pasta, com a maior discrição e leveza.

Estou experimentando também um Dell Inspiron Mini 9, cujas características e performance se aproximam muito do Eee 1000H. Para quem quiser um netbook ainda menor, existe a opção do Sony Vaio P530AQ, que cabe na palma da mão e tem monitor mais alongado, widescreen. Mesmo com excelente resolução, no entanto, o texto na tela desse mini é de difícil leitura. A solução é ampliar o corpo dos textos em até 200%. Seu preço é alto: R$ 3.894.

A linha mais sofisticada de netbooks e notebooks da Sony oferece modelos com a opção do drive de leitura dos DVDs Blu-ray, de alta definição, com monitor que permite visualização de conteúdos de alto padrão, com 1.080 x 1.920 pixels. Num futuro próximo, muitos outros laptops deverão oferecer essa opção de uso dos Blu-rays, não apenas para leitura, mas também para gravação.


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